Sempre com um jeito maravilhoso de traduzir o que a gente sente, né?
“And now the understanding’s gone
I haven’t changed, how could I?
I’m pretty much the same person
I cannot keep the anger hidden anymore
But lucky for you, you are not around
My anger turns to pity and to love
The season has arrived”
Ir com a Ruth ao National Theater, descobrir os mais fantásticos clubes defolk por 2 libras, só pra encontrar um ídolo do Bob Dylan tocando a menos de 3 metros da minha mesa, receber o Russ e a Claire para jantar, ouvir histórias bizarras do Kevin, beber no Pub da BBC com o Gallas e a Clarissa, conversar sobre tudo com o nosso primo Mark.
Ligar a tv ou o rádio a qualquer horário e ver algo muito muito bom.
Pegar o ônibus até a estação de Whaltamstow e me jogar no mundo através da Victoria Line.
Depois, o assunto será Glasgow. Sete dias conhecendo pessoas incríveis, conversando sobre as coisas que me interessam e experimentando os quitutes vegetarianos da Mono, regando tudo a álcool no fim do dia. Uma cidade que tem o que é preciso para ficar na minha lista permanente de destinos.
Aí vem Liverpool, o lugar onde a Sandra, o John e a Kate me esperam.
Ir ao Wetherspoon’s e conferir a fauna, beber uma Guinness no Cavern e voltar pra casa a tempo de ver o Graham Norton.
Eles tem reforçado toda a semana quelá eu poderei ficar quanto tempo quiser, descansar, olhar o Mersey e o País de Gales no horizonte.
É tão bom ter pessoas assim na nossa vida, né? Pessoas que pedem a nossa presença simplesmente por gostarem da gente. Não pretendem tratar de qualquer assunto em especial. Querem a gente lá, e só.
Showmício da vitória do Obama estava nota 10! (Foto: André Nery)
Clima ótimo, público feliz, banda radiante, set list correto e som um pouco baixo pro meu gosto (li por aí que esta é uma característica das apresentações deles).
Olhando os sets de outras cidades (santiago, rio), vi que eles sempre escolhem coisas diferentes. Então já está anotado: sempre que o REM estiver por perto, irei conferir.
Sobre a tara (OBS: a partir desse ponto, eu não escrevi nada que preste. Se tiver alguém lendo esse blog, desconsidere, ok? Thanks)
TÁ BOM, tá bom…eu admito que tenho uma queda pelo Mike Mills. Minhas amigas de adolescência sabem que a coisa não é de hoje.
Chamado na internet de “dorkus maximus in a Beatle-66 kinda way” e eleito a 7ª pessoa menos sexy do mundo, ele foi o meu ponto de referência o show inteiro.
Conta o Thedy que ele assistiu todo o show do Nenhum de Nós do canto do palco. Isso é MUITO bacana, porque reforça a fama de músico realmente interessado e curioso que Mike Mills tem.
Como toda a grande banda, o REM é feito de personalidades que se complementam. Ao vivo, tem a figura do Michael Stipe, performático e carismático como ele só, o Peter Buck, com cara fechada ou olhar perdido, sempre com sua Rickenbaker branco e preta (queroserJohnLennon)…e tem o Mike Mills, no oposto do palco, feliz, concentrado, se dividindo entre o baixo, o piano, os backings e o que mais vier por aí. No estúdio, nunca gravaram um disco ruim.
(Mike Mills foi pra galera no inicio de “It’s the end of the world as we know it” e só em cima do laço lembrou que teria que fazer o backing vocal, e saiu correndo…Alguém botou a cena no Youtube…)
Quando todo mundo já tinha saído do palco depois do bis, ele desceu pra junto do público pra abraçar o pessoal…Não é um fofo?
Não sei se é coincidencia, mas minhas músicas preferidas da banda são as que ele canta (ou teve participação forte na composição). Texarkana e Near Wild Heaven são alguns exemplos. Tava conversando com o Rafael sobre a contribuição do cara pra banda, e a conclusão foi uma só: o estilo do michael stipe pode ser muito legal, a guitarra do peter buck pode ser marca da banda, mas o REM só tem AQUELE SOM de REM quando o Mike Mills canta junto. Foi o que o Rafael resumiu como sendo “voz de Shiny Happy People”. É claro que é bem mais do que isso, mas vocês entenderam a idéia.
Abaixo, a primeira vez que eu caí de amores pelo Mike Mills. Era 1991, e eu vi um nerd na TV cantando uma música do Troggs…
Depois, ele veio a ser o baixista da Backbeat Band, segurou o rojão das linhas de baixo do Paul no projeto. Ganhou mais uma estrelinha no boletim.
MORRI de inveja dessas duas, viu? X(
E como se não bastasse, nos anos 90 ele comprou em um leilão uma roupa que o Roger McGuinn usava na época dos Byrds. Por uns 2 anos, sempre que eu via uma foto do cara, ele tava usando a tal roupa!
Tomei coragem e voltei a ter um blog.
Mais uma era de textos marrentos reclamando do mundo e momentos “quero ser o Lester Bangs”.
Também terá coisas do meu iTunes, fotos caseiras horríveis e videos toscos.
Como diria o Silvio Santos: “Aguardemmmmm”